20/09/2011 21:00

Bird visita obras do Programa Bacia do Bacanga

A Prefeitura de São Luís recebeu a visita de dois especialistas do Banco Mundial (Bird), da técnica em desenvolvimento urbano, Emanuela Monteiro, e do especialista ambiental, Alexandre Fortes, para supervisão do Programa de Recuperação Ambiental e Melhoria da Qualidade de Vida da Bacia do Bacanga e visitoria às obras que estão em andamento.
O Programa conta com o financiamento do Banco Mundial e da Prefeitura, que formaram uma parceria para realização de obras e projetos sociais que visam desenvolver ações de melhoria nas áreas de moradia, renda e qualidade de vida daqueles que moram no entorno da Bacia do Bacanga.Durante as reuniões, os integrantes do Bird puderam entender o andamento dos trabalhos, principalmente nos assuntos relativos às questões ambientais que abrangem as localidades em que as obras serão realizadas.

Obras -
 Os especialistas da Sempe acompanharam a equipe durante as visitas às obras do Canal do Coroado, Canal do Rio das Bicas, áreas alagáveis das margens esquerda e direita da Bacia do Bacanga e às redes coletoras de esgoto e de distribuição de água na Vila Embratel e Sá Viana.
Depois de dois dias de atividades, os técnicos do banco concluíram que a Prefeitura de São Luís e a Sempe estão de acordo com os processos contratados e as regras do Bird e agendaram nova missão para o mês de outubro, onde outros aspectos do Programa serão avaliados, como Plano de Cluster Turístico, Plano de Marketing Turístico, Plano de Inovação (capacitação de mão de obra local para atuação na construção civil) e outras iniciativas desenvolvidas dentro do Programa Bacia do Bacanga.

O programa possui algumas ações de abrangência para toda a cidade, mas seu foco principal alcança 45 bairros da capital. Segundo o secretário Francisco Barros, “ as atividades têm caminhado a passos largos para levar o desenvolvimento a uma área que antes não tinha sido atendida, que sofria com inundações, mas que agora pode acreditar que terá uma vida mais digna”.

Com informações da Prefeitura de São Luís

18/09/2011 10:00

Ceste produz mudas para programa de revegetação

Aroeira, Ipê Rosa, Fava de Bolota, Tamboril, Fava Danta e Jatobá. Estas e outras 20 espécies nativas do cerrado e região amazônica estão sendo cultivadas de forma orgânica, há mais de um ano, pelo Consórcio Estreito Energia (Ceste), num viveiro ao lado Centro de Visitantes do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica Estreito. Atualmente, o local conta com cerca de 80 mil mudas em fase de crescimento que serão utilizadas como parte do reflorestamento não só nas proximidades do canteiro, mas também em diversas regiões da Área de Preservação Permanente (APP) do reservatório da Usina.

O gerente de Meio Ambiente do Ceste, Isac Braz Cunha, enfatiza a importância do Programa Ambiental de Revegetação da Faixa de Proteção do Reservatório e destaca o trabalho que o Consórcio tem feito para preservar a APP no entorno do lago. “Estamos realizando com muito esforço todas as atividades de reflorestamento para o resgate da flora nativa, aliado à preocupação em deixar para as gerações futuras, um ecossistema sustentável, com as dezenas de espécies que compõe a nossa vegetação tradicional. Além disso, os moradores que residem próximo às APP’s estão sendo orientados quanto aos cuidados que devem ser adotados na faixa de proteção do reservatório”, afirma Isac Cunha.

Todo o trabalho de revegetação da APP no entorno do reservatório da UHE Estreito deve durar cerca de oito anos e cobrirá, com mais de 9 milhões de mudas, uma área de aproximadamente 4,3 mil hectares (para se ter uma idéia dessa área, a Floresta da Tijuca no Rio de Janeiro tem 3,9 mil hectares).

Manejo especializado

A produção dessas mudas obedece a um ciclo que vai de quatro a seis meses, dependendo das fases de germinação de cada espécie de planta nativa. Para tanto o manejo de cada espécie tem contado com o apoio da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) que destina alunos, técnicos e professores, para o repasse das técnicas aos funcionários do viveiro.

Também no local, as sementes coletadas na região, passam por um processo de beneficiamento, preparo e semeio. Recebem a adição de insumos como terra de barranco, terra preta, fosfato de rocha, além de completo sistema de sombreamento e irrigação, que favorece uma perfeita qualidade de desenvolvimento para a futura árvore.

Com informações da Ascom/Ceste

17/09/2011 17:00

Floração de ipês será celebrada em São Luís

Nesta época do ano, São Luís recebe um toque especial de beleza conferido pelos ipês amarelos que começam a florescer e colorir o cenário urbano. Em vários logradouros públicos, como a Praça João Lisboa e algumas avenidas, é possível prestigiar o espetáculo destas exuberantes árvores.

Para celebrar este momento, a Fundação Municipal de Cultura (Func) realiza, na próxima quarta-feira (21), na área livre da Oficina Escola, a partir das 16 horas, uma seresta com a participação da cantora Lindalva Lins para comemorar a floração dos ipês.A festa faz parte do projeto “Festa do Ipê”, desenvolvido pela Func durante a floração dos ipês amarelo e roxo, que normalmente se inicia no mês de setembro em São Luís.

A árvore 

Os ipês são originalmente brasileiros, típicos do semiárido do estado do Alagoas, mas conseguiu se adaptar em outros estados, por onde se espalhou apesar da sua raridade. É uma das árvores mais altas do país, chegando a medir até 30 metros de altura, com tronco reto e tortuoso. As flores que possuem coloração amarelo-ouro chegam a um tamanho médio de 8 x 15 cm. A fisiologia da planta exige um período de seca, como ocorre no momento, para que haja o florescimento.

Com informações da Prefeitura de São Luís

16/09/2011 18:30

Parque Nacional pode virar reserva extrativista

A polêmica entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e os moradores do Parque Nacional da Chapada das Mesas, no Maranhão, sobre o uso da área de conservação deve terminar em um meio-termo. Foi o que concluiu o deputado Sarney Filho (PV-MA), relator do Projeto de Lei 6927/10, que prevê a transformação do parque em reserva extrativista. A declaração foi dada durante audiência pública, nesta quinta-feira, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

“O Maranhão foi o estado que mais desmatou o Cerrado nos últimos seis anos. Então fica cada vez mais patente a importância de termos unidades de conservação. Tenho flexibilidade para fazer um substitutivo, vou estudar essa possibilidade. Mas uma coisa é certa: vamos considerar a situação das comunidades que moram dentro do parque”, afirmou.

Na prática, quando uma área é transformada em parque nacional, torna-se proibida a presença de moradores e o uso da terra para gerar renda. Já na reserva extrativista, as famílias podem ficar no local e tirar seu sustento da natureza, desde que a atividade seja coletiva e não destrua o meio ambiente. Um exemplo são as quebradeiras de coco, que colhem os frutos e vendem os produtos, sem derrubar o babaçu. Nos dois casos, a terra passa a ser área pública, com indenização para os antigos moradores.

550 habitantes
A área de 160 mil hectares ao sul do Maranhão foi transformada no Parque Nacional da Chapada das Mesas em dezembro de 2005. Mas até hoje, as 550 pessoas que vivem no local não foram indenizadas para que possam deixar a região.

A chefe do Parque Nacional da Chapada das Mesas, Luciana Machado, afirma que um estudo mostrou ser impossível transformar a área em reserva extrativista, como prevê o projeto. Ela listou vários motivos, entre eles, a falta de atividade coletiva entre as pessoas que vivem lá. Além disso, a renda dessas famílias vem principalmente do Bolsa Família e de aposentadorias, e não da agricultura familiar.

Luciana defende que a área seja mantida como parque nacional, e que as pessoas sejam retiradas de lá depois de serem indenizadas. “70% dos moradores criam gado. Eles utilizam tanto pasto plantado como pastagem natural. Esse dado é muito importante, porque o uso da pastagem natural implica uso do fogo. E isso é uma das principais causas de incêndios florestais dentro do parque”, disse.

O representante da Associação de Moradores da Chapada das Mesas, Jorge Espíndola, disse que eles já são a quinta geração de pessoas que vivem no parque. “Somos humildes, caipiras, plantamos roça só para o sustento da família. Queremos a preservação. Mas não concordamos com a forma como querem aprovar a lei. Não é justo que o poder público nos trate como invasores”, declarou.

O deputado Domingos Dutra (PT-MA), autor do projeto, disse que vai defender os moradores até na Justiça, se for necessário. “Essas famílias vão para onde? Preserva-se o macaco, a anta, o veado e prejudica o ser humano? Essa concepção está ultrapassada. Queria que o governo estivesse aberto para construirmos uma unidade”, afirmou.

Com informações da Agência Câmara

15/09/2011 15:00

Comitê do Comitê do Mearim

Com o objetivo de mobilizar a sociedade civil e o Poder Público para a criação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mearim, o Ministério Público do Maranhão promove nesta sexta-feira, 16, audiência pública no município de Bacabal (a 249km de São Luís). O evento será realizado no salão do Tribunal do Júri.

O evento contará com a participação das promotoras de Justiça Lana Cristina Barros Pessoa e Karina Chaves, além de autoridades do Poder Executivo e Legislativo. Na ocasião, será discutida também a implementação do Sistema Municipal de Meio Ambiente de Bacabal.

De acordo com a promotora de Justiça Karina Chaves, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Bacabal, atualmente não existe nenhum comitê de bacia hidrográfica no Maranhão. No Ceará, por exemplo, cujos recursos hídricos são bem inferiores, existem 10. “O comitê também se faz necessário porque o Rio Mearim, que banha mais de 80 municípios, sofre com poluição e devastação das margens”, completou.

Outras audiências para discutir o assunto estão previstas para os municípios de Vitória do Mearim (dia 24) e Pedreiras (dia 30), também banhados pelo Rio Mearim.

Com informações da Ascom do MP-MA

14/09/2011 10:30

MPF/MA questiona obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás

 

 

 

A empresa e o Ibama não avaliaram de forma correta os impactos sociais
e econômicos para comunidades quilombolas vizinhas ao empreendimento

O Ministério Público Federal do Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil
pública com pedido de liminar para que a Vale e o Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama)
reelaborem o estudo ambiental das obras de duplicação da Estrada de
Ferro Carajás no município de Itapecuru-Mirim.

De acordo com denúncias encaminhadas ao MPF/MA pelo Instituto Nacional
de Colonização e Reforma Agrária  (Incra) e pela Fundação Cultural
Palmares, as obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás estão sendo
feitas sem qualquer ação compensatória ou mitigatória por parte da Vale,
tendo em vista que as comunidades remanescentes de quilombos na região,
Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, além de várias outras nos municípios
de Itapecuru e Santa Rita, que estão sendo diretamente atingidas pela
expansão da estrada.

Segundo relatos dos representantes das comunidades quilombolas, o
funcionamento atual da ferrovia já causa problemas sociais como a
ocupação da área utilizável para atividades e para a cultura de
itens necessários para a subsistência, devido à expansão dos trilhos e
das obras de ampliação, além dos danos ecológicos como a utilização e
esgotamento das reservas de água potável.

A realização das obras é objeto de licenciamento ambiental através do
Ibama, o qual, entretanto, foi omisso em relação aos impactos ambientais
e sociais causados às comunidades quilombolas.

O Incra também se manisfestou contra a continuidade das obras, alegando
em laudo técnico, que os quilombolas estão receosos em relação ao
andamento das obras, haja vista que a estrada de ferro já causa impactos
ambientais na região, como o bloqueio parcial de um dos importantes
igarapés de Santa Rosa.

Assim, o MPF/MA quer que a Vale e o Ibama reelaborem o estudo de
impacto ambiental e apresentem uma análise detalhada dos impactos
sociais que o empreendimento causará às comunidades quilombolas e outros
grupos étnicos da região.

E mais, que a empresa proceda à efetiva concretização de medidas de
caráter compensatório e mitigatório dos impactos negativos
experimentados, reguardando o bem-estar dessas comunidades.

Além disso, pede que o Ibama promova a efetiva fiscalização do estudo
de impacto ambiental e esclareça os membros das comunidades Santa Rosa
dos Pretos e Monge Belo, mediante audiência pública, sobre as
características e riscos do empreendimento, sob pena de  multa
diária.

Para a discussão do caso, a Justiça Federal já designou audiência, que
acontecerá no dia 14 de setembro, às 9h30.

Fonte: Assessoria de Comunicação / Procuradoria da República no Maranhão

Acesse esta notícia no site da PR/MA:
http://www.prma.mpf.gov.br/noticia-3884

09/09/2011 9:30

Apenas 8% das cidades do Brasil têm coleta seletiva

 

 

Após um ano da aprovação da PNRS (Política Nacional de Resíduos Sólidos), em agosto de 2010, o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) realizou uma pesquisa com os supermercados para saber o que o setor tem feito para se adequar às novas regras.

Em números, a coleta seletiva está presente em apenas 8% dos municípios brasileiros, sendo que 86% deles situam-se nas regiões Sul e Sudeste. Isso significa que somente 14% da população do País tem acesso ao serviço, resultando na reciclagem de apenas 3% dos resíduos sólidos urbanos.

Neste cenário, os supermercados vão cumprir um papel essencial como agentes da logística reversa. Trata-se de um sistema, previsto pela PNRS, que visa a recolher os produtos descartados que não podem ser reutilizados e fazer com que voltem ao ciclo produtivo ou virem insumo para indústrias.

Porém, o levantamento do Idec detectou que o setor ainda não tem feito muito para mudar esse cenário.

Com informações do Idec

 

31/08/2011 10:25

Regional discute mudanças climáticas e Justiça Social

Cerca de 90 pessoas das dioceses e prelazias do Regional Norte 1 da CNBB (Norte do Amazonas e Roraima) participaram no fim de semana, dias 26 a 28, em Manaus (AM), do Seminário sobre Mudanças Climáticas e Justiça Social. O encontro teve ainda a participação de representantes da Cáritas do Norte e movimentos sociais. Durante o encontro o assessor Nacional das Pastorais Sociais e Coordenador do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social, Ivo Poletto, fez uma panorâmica dos fóruns com o tema mudanças climáticos e justiça social realizados em várias partes do Brasil. Poletto frisou a necessidade de debater, refletir e trabalhar as grandes questões econômicas, as causas e as políticas governamentais, os efeitos sobre a Amazônia, seus povos. Trabalho esse a ser colocado em rede e partilhado com as outras realidades da nação brasileira. O professor Antonio Ocimar Manzi, pesquisador do INPA, abordou a temática “Mudanças Climáticas e Aquecimento Global”, enquanto Lucia Ortiz, da Organização Amigos da Terra, falou sobre “Redução de Emissão por Desmatamento e Degradação, Código Florestal e suas consequências para Amazônia”. O seminário teve também a presença e o grito dos povos indígenas. Davi Kopenawa Yanomami denunciou apresentou trabalho de preservação dos lagos dos ribeirinhos por parte de Tânia Freire (Itacoatiara) e Raimundo Pinheiro (Tefé). Para o coordenador do Centro de Migrações e Direitos Humanos de Roraima, padre Gianfranco Graziola, o evento foi importante para fortalecer o trabalho desenvolvido com as lideranças no Regional. “O encontro fortaleceu nossa mística, nossa adesão a Jesus Cristo e seu Reino, aprimorou nossos conhecimentos para o acompanhamento e fortalecimento das lideranças e das bases em suas lutas”. O encontro contou com a participação do vice-presidente do Regional Norte 1 e responsável pelas Pastorais Sociais, dom Alcimar Magalhães, bispo da diocese de Alto Solimões (AM).

CNBB

26/07/2011 9:18

Obras de despoluição da Baía de Guanabara serão concluídas antes das Olimpíadas, diz coordenador

As obras que faltavam para a despoluição da Baía de Guanabara serão concluídas antes das Olimpíadas de 2016, quando já começarão a ser sentidos os seus efeitos. A previsão é do coordenador executivo do Programa de Saneamento Ambiental dos Municípios do Entorno da Baía de Guanabara (Psam), da Secretaria Estadual do Ambiente, Gelson Serva.

O Psam substituiu o antigo Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), criado em 1992 e que se estendeu até 2006. Durante esse período, foram investidos no programa cerca de US$ 760,4 milhões, englobando US$ 349,3 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 162,8 milhões do Banco de Cooperação Internacional do Japão (Jbic) e US$ 248,3 milhões de contrapartida do governo fluminense. A partir de 2006, têm sido aplicados no Psam, com recursos do Fundo Estadual de Conservação Ambiental e Desenvolvimento Urbano (Fecam), R$ 100 milhões, em média, por ano, na despoluição da Baía de Guanabara, segundo Serva.

“Vamos fazer as obras de direcionamento do esgoto, que hoje vai in natura para a baía, para as estações de tratamento de esgotos que foram construídas pelo PDBG e algumas precisam ser ampliadas. Faltaram alguns troncos [coletores] para fazer as ligações também com as redes dos municípios. Isso nós vamos concluir antes das Olimpíadas. O efeito já vai começar, mas não é completo ainda”, disse em entrevista à Agência Brasil. Ele informou que o Psam visa a terminar o trabalho iniciado pelo com o PDBG.

Segundo Serva, o programa atual conta com US$ 640 milhões, sendo US$ 450 milhões do BID e US$ 190 milhões de contrapartida do governo do estado. Os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para os projetos na capital fluminense, avaliados em R$ 450 milhões, deverão ser obtidos por meio de financiamento da Caixa Econômica Federal.

De acordo com o coordenador executivo do Psam, o grande problema na Baía de Guanabara é o esgotamento, principalmente o domiciliar, uma vez que as indústrias apresentam hoje um bom nível de nível de controle em relação aos efluentes. “Tem é que investir para que a gente não esmoreça.” No caso do esgoto domiciliar, Serva salientou que três projetos estão no pacote de obras a serem realizadas pelo governo do estado com recursos do PAC: a ampliação da Estação de Tratamento Alegria (ETE Alegria) e a construção de dois troncos coletores (Manguinhos e Faria-Timbó).

Dentro do pacote de financiamento do BID está o projeto de construção do tronco de esgotamento Cidade Nova, que fará ligação também com a ETE Alegria, além da troca de boa parte da rede coletora de esgoto da zona norte carioca. Na Baixada Fluminense, serão feitas algumas ligações na Estação Sarapuí e complementadas as obras de implantação do Sistema Pavuna. “Na baixada, nós vamos investir o maior recurso do Psam”. Os dois projetos envolverão recursos no total de R$ 219 milhões.

Serva afirmou que em São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro, está sendo desenhado um projeto para obtenção de recursos do PAC 2, visando à ampliação da estação de tratamento local. A previsão é que os projetos do centro do Rio de Janeiro e de São Gonçalo sejam concluídos até o final de 2014 e os da Baixada Fluminense, até o início de 2016.

Para o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), Wagner Victer, os efeitos do programa de despoluição da Baía de Guanabara já estão sendo sentidos pela população e tendem a melhorar com a proximidade dos Jogos Olímpicos de 2016. “Eu não tenho a mínima dúvida em relação a isso”. Há quatro anos, quando começou a gestão do programa, 2 mil litros por segundo de esgoto passavam por tratamento secundário na Baía de Guanabara. “Hoje, já estamos próximos a 5 mil litros. Praticamente, mais do que duplicou em quatro anos”.

Isso fez com que algumas praias, como a da Bica, na Ilha do Governador, apresentassem melhorias significativas nas suas condições de balneabilidade, de acordo com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “Inclusive, as melhores condições dos últimos 20 a 30 anos”, destacou Victer. Ele aposta que com o conjunto de obras programadas, “bem antes dos Jogos de 2016 nós vamos ter uma posição excepcional na Baía de Guanabara para a realização das provas [náuticas]”.

A melhoria da poluição no local foi mostrada, segundo Victer, durante os Jogos Mundiais Militares, encerrados no último domingo (24). O presidente da Cedae observou, entretanto, que devido à topografia do Rio de Janeiro, a baía não recebe só esgoto. “Ela recebe a drenagem de chuvas. Então, muitas vezes, por mais que você tire o esgoto, a sujeira e a falta de educação ambiental, com as pessoas jogando lixo nas ruas, acabam indo para a Baía de Guanabara”, disse, acrescentando que a falta de descarte correto do lixo é o grande problema a ser vencido no país.

 Agência Brasil

14/07/2011 9:50

Estudante de engenharia inventa sistema de tratamento de água com uso de energia solar

O estudante de engenharia elétrica da Universidade Federal de Goiás (campus de Jatai) Leonardo Lira (20 anos) inventou um sistema para tratamento de água que não usa energia elétrica, não emite gás carbônico e retira material que pode poluir o meio ambiente. De baixo custo, o sistema pode ser utilizado por comunidades carentes sem acesso a saneamento básico.

Com cinco tábuas de compensado revestidas de papel-alumínio, Leonardo fez uma caixa sem tampa de aproximadamente 1 metro quadrado com as paredes abertas e inclinadas, uma espécie de concentrador que recebe luz do sol.

No interior da caixa, o estudante depositou quatro garrafas PET transparentes com capacidade para 2 litros, cada, onde armazena a água para tratamento por três a seis horas. A água chega a atingir uma temperatura de 70 graus Celsius (30 graus a menos do que a temperatura de fervura), e, aquecida, elimina bactérias, vírus e substâncias que fazem mal à saúde humana.

Para testar o concentrador solar, Leonardo fez três séries de amostras de água de cinco residências que não recebem água encanada e tratada. O líquido foi pré-analisado pela Saneamento de Goiás S/A (companhia de saneamento do estado), que descreveu as impurezas e quantificou em tabela a ocorrência de coliformes fecais e de organismos como o rotavírus. Nos testes, após três horas no concentrador, eles foram eliminados. A água pôde ser bebida depois de esfriar naturalmente em jarra própria.

“Nosso foco era gastar o mínimo de energia possível sem passar por fervura, e, assim, não precisar de gás e evitar a emissão de poluentes”, comemora o futuro engenheiro que apresenta o seu trabalho na Expotec, a feira de ciência, tecnologia e inovação que está aberta durante a 63ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorre em Goiânia (GO).

 Agência Brasil

01/07/2011 9:28

Ibama flagra desmatamento feito com aviões na Amazônia

O Ibama identificou uma área de floresta amazônica, do tamanho de 180 campos de futebol, destruída pela ação de herbicidas.

A terra, que pertence à União, fica ao sul do município amazonense de Canutama, na fronteira com Rondônia. O responsável pelo crime ambiental ainda não foi identificado pelo órgão.

Em sobrevoo de duas horas de helicóptero, na segunda semana de junho, analistas do Ibama observaram milhares de árvores em pé, mas desfolhadas e esbranquiçadas pela ação do veneno.

Encontraram também vestígios de extração de madeira por motosserras e queimadas, práticas usadas para limpar o terreno. Especialistas dizem que os agrotóxicos, pulverizados de avião sobre as florestas nativas, matam as árvores de imediato, contaminam solo, lençóis freáticos, animais e pessoas.

     
 
 

Anteontem, a Folha informou que o Ibama apreendera quatro toneladas de agrotóxicos que seriam usados para esse fim. Até agora, o único registro de uso dessas substâncias em desmatamentos no Estado era de 1999.

O Ibama de Rondônia, por sua vez, afirma que, em 2008, flagrou uma área de cinco hectares destruída por herbicidas na região de São Francisco do Guaporé.

FLORESTAS PÚBLICAS

Jerfferson Lobato, chefe da Divisão de Controle e Fiscalização do Ibama no Amazonas, afirma que o uso de agrotóxicos acelera o desmatamento de florestas públicas (pertencentes à União ou aos Estados), que são um dos alvos da ação de grileiros, fazendeiros e madeireiros.

O fenômeno é recente, no entanto. O mais comum é devastar com motosserras, tratores e queimadas.
“Eles [os infratores] mudaram de estratégia porque em pouco tempo conseguem destruir mais áreas com os agrotóxicos. Assim, deixam de mobilizar muitos extratores para driblar a fiscalização do Ibama”, afirmou Lobato.

O Ibama chegou à área destruída, de 178 hectares, depois que o sistema por satélite Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), apontou indícios do crime ambiental. “Fomos verificar e confirmamos a destruição.”

Para encontrar o local no sul de Canutama (555 km em linha reta de Manaus), os analistas ambientais do Ibama partiram de helicóptero de Humaitá (AM) em direção a Porto Velho (RO).

A terra atingida fica entre o Parque Nacional de Mapinguari e a terra indígena Jacareúba/Katawixi, que ainda não foi demarcada. De acordo com o chefe da delegacia especializada em repressão contra crimes ambientais e patrimônio histórico da Polícia Federal, delegado Carlos André Gastão, pulverizar agrotóxicos em florestas é crime.

Um inquérito deve ser aberto para investigar a denúncia, após a notificação do Ibama. “A pessoa será responsabilizada pelo uso indevido de agrotóxicos e pelo desmatamento”, disse. A multa pode chegar a R$ 2 milhões, afirma o órgão.

ALTA E BAIXA

O Inpe divulgou ontem os dados do Deter correspondentes ao mês de maio deste ano. Foram derrubados 268 km² de mata na Amazônia, um aumento em torno de 2,5 vezes em relação ao mesmo mês do ano passado.

É, no entanto, uma desaceleração no desmate em relação aos meses de março e abril, quando a média da área derrubada chegou a quase 300 km². O governo atribui a diferença ao fortalecimento da fiscalização em abril.

 Folha.com

13/06/2011 9:23

Nuvem de cinzas cobre Argentina e Uruguai e cancela voos no Brasil

A nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue voltou a cobrir nesta segunda-feira (13) o espaço aéreo da Argentina e do Uruguai, cobrindo as capitais do dois países, Buenos Aires e Montevidéu.

A informação foi divulgada pela Força Aérea Brasileira conforme novo boletim do Volcanic Ash Advisory Centres, o centro responsável por monitorar o vulcão no Cone Sul. O Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA) do Brasil informa que está monitorando atentamente a evolução do quadro pela proximidade com a região Sul do país.

Na semana passada, a nuvem cobriu parcialmente o Sul do país, provocando o fechamento de aeroportos em Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba.

Devido ao aumento da nuvem sobre Argentina e Uruguai, as companhias aéreas TAM e Gol cancelaram os voos nesta manhã que tivessem como origem e destino Buenos Aires. A Gol também cancelou voos para Rosário, na Argentina, e Montevidéu, no Uruguai.

As companhias Copa Airlines e American cancelaram seus voos para Montevidéu, informaram funcionários de operações do Aeroporto Internacional de Carrasco, na capital uruguaia. Por outro lado, o site do aeroporto internacional de Barajas, em Madri, dava conta do cancelamento de um voo que devia partir para Montevidéu na noite deste domingo.
 Voos no Brasil
No Brasil, a situação nos aeroportos está tranquila, segundo a Infraero. Até as 7h desta manhã, apenas 13 voos dos 414 previstos no país até o horário haviam sido cancelados. Outros 19 tiveram atrasos de mais de uma hora ou estavam atrasados.

O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, é o que teve o maior número de voos cancelados até o momento; foram 3 dentre os 25 voos previstos. Outros quatro sofreram atrasos. O aeroporto opera por instrumentos por causa da neblina e alguns voos estão sendo desviados.

Em Congonhas, na Zona Sul da capital, 19 voos ocorreram até as 7h e nenhum foi cancelado, diz a Infraero.

Os aeroportos do Galeão e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, tiveram cada um dois voos cancelados dentre os 13 previstos em cada aeroporto. Os aeroportos de Vitória (ES), Teresina (PI), Recife (PE), Palmas (TO), Curitiba (PR) e Belém (PA) tiveram um voo cancelado cada um com destino ao exterior.

Porto Alegre

O aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, opera visualmente nesta manhã. Três voos da Gol procedentes de Montevidéu, Rosário e Buenos Aires foram cancelados. As partidas da tarde ainda estão previstas.

A Gol disponibilizou a Central de Relacionamento pelo número 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina), e 5098-2403-8007 (Uruguai). Os clientes da TAM devem ligar para a Central de Atendimento antes de se dirigir ao aeroporto ou para remarcar seus voos através dos números 4002-5700 (capitais) e 0800-570-5700 (demais localidades), informou a companhia.

Para clientes de outras localidades que viajariam até Buenos Aires, a TAM disponibilizou os seguintes telefones: 0810-333-3333 (Argentina), 56-2-6767-900 (Chile), 595-21-659-5000 (Paraguai) e 000-4019-0223 (Uruguai).

G1.com

06/06/2011 9:25

Cedae distribui sementes de ipê-amarelo em comemoração à Semana do Meio Ambiente

A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio iniciou nesse domingo (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, a distribuição de folhetos impressos em papel reciclado, com sementes de ipê-amarelo, nos pedágios da Ponte Rio-Niterói e Via Lagos. A distribuição prosseguirá  até o próximo dia 11, atingindo também crianças, adultos e funcionários da própria empresa. Hoje (6), ela se repetirá  no Museu da República, durante comemoração à data.

As sementes são produzidas em viveiros da Cedae na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria, no Caju;  no Reservatório Victor Konder, em Campo Grande; e na Estação de Tratamento de Água (ETA) Guandu. Nas três unidades, a produção atinge 170 mil mudas/ano.

A empresa está encerrando a construção de dois novos viveiros. Um deles, instalado na Colônia Agrícola de Magé, deverá produzir 1,6 milhão de mudas anuais. O outro estará localizado na ETE São Gonçalo, com capacidade para produção de 120 mil mudas/ano.

Os viveiros fazem parte do programa de reflorestamento de matas ciliares dos rios onde a Cedae capta água. São usadas, no reflorestamento, espécies nativas das regiões.  Desde o início do programa, em 2008, já foram plantadas mais de 1,5 milhão de mudas de Mata Atlântica ao longo dos rios que abastecem a população do Rio.

As mudas são plantadas por apenados em regime semiaberto que integram o programa de ressocialização Replantando Vida, cujo objetivo é a inclusão social e profissional de ex-detentos. Eles recebem um salário, além de treinamento como agentes de reflorestamento, informou a assessoria de imprensa da Cedae.

 Agência Brasil

01/06/2011 9:46

IBGE divulga dados sobre recursos naturais da Amazônia Legal

 

A publicação Geoestatísticas de Recursos Naturais da Amazônia Legal será divulgada hoje (1º), às 10h, no Rio, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento reúne informações sobre os recursos naturais da região, a vegetação, o relevo, os solos, as rochas e recursos minerais, traçando um panorama do patrimônio ambiental na área.

As estatísticas são geradas a partir do Banco de Dados e Informações Ambientais mantido pelo IBGE, que inclui desde informações do Projeto Radambrasil, das décadas de 70 e 80, até dados mais recentes, de 2002.

A Amazônia Legal ocupa 5.016.136,3 quilômetros quadrados (cerca de 59% do país). Nela vivem cerca de 24 milhões de pessoas, segundo o Censo 2010, distribuídas em 775 municípios nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, de Mato Grosso, do Pará, de Rondônia, Roraima, do Tocantins (98% da área do estado), Maranhão (79%) e de Goiás (0,8%). Além de conter 20% do bioma cerrado, a região abriga todo o bioma Amazônia, que corresponde a um terço das florestas tropicais úmidas do planeta, detém a mais elevada biodiversidade, o maior banco genético e um quinto da disponibilidade mundial de água potável.

Agência Brasil

31/05/2011 9:41

Entidades promovem palestra sobre mudanças climáticas em Fortaleza

 “Emergência climática, sustentabilidade e aquecimento global – dimensões geopolítica, técnica, moral, filosófica e espiritual”. Este é o tema da palestra promovida pelo Regional Nordeste 1 da CNBB (Ceará), juntamente com o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Estadual do Ceará, OAB-CE e SOS Clima Terra.

O evento será no dia 11 de junho, a partir das 15h, no Auditório Castelo Branco do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará, em Fortaleza (CE). Além da palestra, será exibido o filme “Home, Nosso Planeta, Nossa Casa”, do diretor Bertrand.

A mesma programação está prevista para as cidades de Sobral (CE), no dia 26 de agosto, e Juazeiro do Norte (CE), no dia 30 de agosto.

O SOS CLIMA TERRA – Campanha Mundial por Justiça Climática, Sustentabilidade e Contra o Aquecimento Global – é um fórum mundial existente em cem países com o objetivo de informar, conscientizar e conseqüentemente mobilizar a sociedade para as providências urgentes e necessárias. É óbvio que não podemos ficar só esperando os governos!

Para participar das palestras basta inscrever-se enviando nome completo, telefones, endereço, profissão e data de nascimento para o e-mail: sosclimaterra@yahoo.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . A inscrição é gratuita.

 CNBB