Organizada pela Paróquia São Pantaleão, Seminário Arquidiocesano de Teologia Santo Antônio, Coordenação Diocesana de Pastoral, Comissão Arquidiocesana Justiça Paz de São Luís, para marcar os trinta dias depois do assassinato do seminarista Mário Dayvit Reis, que seria ordenado padre, em fevereiro, familiares dele e entidades da Igreja Católica realizam a Marcha contra a Violência Urbana e pela Revitalização de São Luís, na tarde de ontem, ,percorrendo várias ruas da Capital, iniciando às 126 horas em frente à Catedral de São Luís e terminando com uma missa na Igre ja d eSão Pantaleão.

A manifestação transcorreu dentro das expectativas dos organizadores. Foi muito pacífica, reunindo aproximadamente mil pessoas, notadamente amigos do seminarista assassinado e parentes de pessoas atingidas pela violência. Entre as pessoas que participaram da caminhada se encontrava a deputada estadual Helena barros Heluy (PT).

O seminarista Dayvid foi assassinado na porta da Igreja São Pantaleão, onde ele era seminarista, durante um assalto, na presença de sua avó, em que teve o carro roubado.

Segundo os organizadores da “Caminhada da Paz”, ela é mais uma ferramenta de que dispõe a sociedade, para chamar atenção para a violência urbana que, diariamente, faz vítimas em São Luís, simbolizadas pelo jovem seminarista.

Pacificamente os manifestantes, cantando músicas sacras e portando faixas contra a violência, saíram da Igreja da Sé, passando em frente ao Tribunal de Justiça e seguindo, depois, pela Praça João Lisboa, Rua Grande, Rua do Passeio, Cajazeiras e Rua de São Pantaleão até a igreja de São Pantaleão, onde aconteceu a celebração da missa de 30º dia em memória de Mário e de todas as vítimas da violência.

A deputada Helena Barros Heluy observou que as igrejas não estão mais podendo realizar suas celebrações em segurança, sobretudo no final de tarde dos sábados e domingos. Como exemplo, ela citou o assalto na Igreja de São João, enquanto o padre fazia a Homilia, isto há alguns dias.

Um documento da coordenação da marcha afirma que São Luís não está no centro da atenção e dos cuidados dos órgãos públicos da Prefeitura e do Governo do Estado, apesar de reconhecida como Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco.

A missa pelo 30º dia do falecimento do seminarista aconteceu por volta das 18 horas na igreja de São Pantaleão, que foi completamente tomada por fiéis amigos da vítima e por inúmeras pessoas que de uma forma ou de outras têm em suas histórias familiares casos de violência.