A Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi que vai homenagear São Luís é a terceira agremiação a se apresentar nesta sexta-feira, no Anhembi com o enredo “São Luís do Maranhão: um universo de encantos e magias”.
o carnavalesco Wagner Santos, que ficou dez anos à frente da Vila Maria, promete trazer a Tucuruvi para o time das mais bem colocadas no carnaval de São Paulo. A escola está desde 1986 sem ganhar um título.
“Quando cheguei à Vila Maria, ela era a décima colocada no carnaval. Hoje, ela entra na avenida já como uma forte candidata ao título. A Acadêmicos do Tucuruvi tem uma comunidade muito disciplinada e é possível fazermos o mesmo. Estaremos entre as cinco primeiras do carnaval paulistano”, aposta o carnavalesco.
Alegorias e fantasias irão mostrar uma São Luís turística. A ideia é ressaltar os aspectos arquitetônicos da capital maranhense, sua cultura, ritmos, folclore, terminando por colocar a cidade como capital nacional do reggae.
“Quem assistir ao nosso desfile estará vendo um roteiro turístico de São Luís. Faremos um carnaval com bastante ousadia nas cores. Falar de São Luís nos permite trazer para a avenida um colorido bastante especial, já que estamos falando de uma cidade muito festiva, com o clima muito folclórico”, disse Wagner Santos ao G1.
O carro abre-alas retratará os cultos e ritmos africanos. Grandes tambores e esculturas de escravos serão usados para falar da influência africana na cultura da cidade. Em seguida, uma alegoria mostrará a festa mais popular de São Luís, a festa junina de São João, com seus personagens folclóricos como caboclos de pena, Pai Francisco e Catirina.
O terceiro carro da escola mostrará a São Luís patrimônio cultural da humanidade, título concedido pela Unesco à cidade em 1997. Palácio dos Leões, Teatro Arthur de Azevedo, Fonte do Ribeirão e os tradicionais casarões de São Luís estarão nesta alegoria.
O próximo carro falará do imaginário lendário da cidade: negras contadoras de história e personagens folclóricos com a senhora de escravos Ana Jansen, as lendas da Mãe D’água, do Palácio das Lágrimas, da Procissão dos Ossos, além de personagens como fantasmas e Manguda. Uma serpente de 20 metros de comprimento contornará toda a alegoria para falar do mito da serpente encantada. Na cultura maranhense, acredita-se que o dia em que a cabeça e o rabo desta serpente subterrânea se encontrarem, a cidade será extinta, tragada pelo oceano.
O último carro pretende colocar São Luís como a capital brasileira do reggae. Segundo a escola, a banda Tribo de Jah já confirmou presença. Outros artistas maranhenses também estão sendo convidados pela Acadêmicos do Tucuruvi, que diz não ter recebido patrocínio da administração de São Luís para tratar a cidade como seu enredo. Políticos a autoridades da capita maranhense, entretanto, estarão presentes do carro.
Carros da Acadêmicos do Tucuruvi trarão personagens folclóricos para Avenida em 2010 (Foto: Bruno Azevedo/G1)
O carnavalesco afirma que as alegorias serão o grande destaque da escola. Em carnavais passados, os carros traziam no máximo 12 destaques. Agora, terão no mínimo 50 pessoas. “Tivemos que investir muito numa nova estrutura dos carros, reformando o chassi e trazendo uma nova concepção para eles”, diz Santos.
Serão 2.800 componentes divididos em 23 alas. Róbinson da Silva e Thais Paraguassú formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira. “A escola está investindo muito em harmonia e evolução, que já nos prejudicaram antes. O público se surpreenderá com o desenvolvimento da escola”, garante Santos.
A bateria comandada por Reginaldo Tadeu, o Mestre Adamastor, virá com 250 componentes, homenageando os tradicionais blocos carnavalescos de São Luís. À frente dos ritmistas, a rainha Valéria de Paula. O intérprete oficial da agremiação é Fredy Vianna.






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