Para muita gente o carnaval é a época do ano ideal para esquecer o estresse do dia a dia e brincar sem preocupações durante os quatro dias da festa. O problema é que muitos foliões acabam deixando de lado a segurança quando o assunto é cuidar da própria saúde.
Um exemplo disso é uma brincadeira típica entre adolescentes que participam de blocos, onde se destaca quem beija mais parceiros, quase sempre desconhecidos. Mas é preciso ter cuidado, essa atitude pode ser a porta de entrada de uma doença chamada mononucleose infecciosa, mais conhecida como doença do beijo. Causada pelo vírus Epstein-Barr, a mononucleose é altamente contagiosa pode ser transmitida pela saliva e ainda pela transfusão de sangue e através do contato sexual.
A doença do beijo causa dores de garganta, mal estar, fadiga, aumento nos gânglios, do fígado e baço. Os sintomas duram em média três semanas e cerca de 10 por cento dos casos apresentam erupção cutânea, deixando a pele avermelhada e com aspecto semelhante a uma lixa. Geralmente, a virose não é fatal, mas podem ocorrer complicações como meningite, encefalite, anemia hemolítica e, em casos mais graves, ruptura do baço, afirmam os infectologistas.
Para evitar um quadro se agrave é preciso procurar um serviço médico, que fará um diagnóstico correto da doença e dará início ao tratamento, visando ao alívio dos sintomas e a combater a febre e a dor de garganta. Além disso, o paciente deve permanecer em repouso e evitar situações que possam favorecer a ocorrência de um trauma abdominal por causa do inchaço do baço.
Por isso, antes de sair por ai cantando “eu quero mais é beijar na boca…” os foliões devem ficar em alerta para evitar que as lembranças do carnaval transformem o resto do ano em uma quarta-feira de cinzas.






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