Receita da peemedebista saltou de R$ 645 mil em julho para R$ 4,4 milhões em agosto; Roseana gastou, até agora, R$ 2,9 milhões na campanha – 5 vezes e meia a mais do que seus 5 adversários juntos.

De acordo com o que a candidata ao governo do Maranhão, Roseana Sarney Murad (PMDB), informou à Justiça Eleitoral no início deste mês, a arrecadação de sua campanha em agosto cresceu quase sete vezes (700%) em relação à primeira prestação de contas, em julho. A candidata declarou receita de R$ 645 mil em julho. Em agosto, a arrecadação da peemedebista saltou para mais de R$ 4,4 milhões. Os gastos declarados da campanha roseanista até agora foram de cerca de R$ 2,92 milhões – aproximadamente cinco vezes e meia a mais do que os R$ 537 mil gastos por seus cinco adversários juntos. O limite previsto de despesas para toda a campanha, informado por Roseana ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é de R$ 40 milhões.

Os maiores doadores da campanha de Roseana Sarney nesses dois primeiros meses de campanha aparecem no campo “recursos de outros candidatos/comitês” (R$ 2,97 milhões) e “recursos de partido político” (R$ 1,05 milhão).

“Pessoas jurídicas” já doaram R$ 231 mil à candidata enquanto “pessoas físicas” colaboraram com R$ 45 mil.

Dos perto de R$ 2,92 milhões gastos até agora por Roseana Sarney, as maiores despesas ficaram por conta dos “eventos de promoção da candidatura” (R$ 908,8 mil), “publicidade por carros de som” (R$ 672,9 mil) e “cessão ou locação de veículos” (R$ 390,7 mil).

Flávio Dino (PC do B) teve arrecadação de R$ 736,1 mil e despesas de R$ 399,5 mil nos dois primeiros meses de campanha. Dino arrecadou em agosto mais de três vezes e meia a mais do que em julho, quando a receita de sua campanha foi de R$ 200 mil.

A receita do candidato veio principalmente de “recursos de partido político” (R$ 450 mil) e “recursos de outros candidatos/comitês” (R$ 236,2 mil).

Os gastos maiores da campanha de Dino foram referentes a “despesas com pessoal” (R$ 96 mil), “cessão ou locação de veículos” (R$ 69,6 mil) e “publicidade por material impresso” (R$ 45,5 mil). O limite de gastos previsto pela campanha do comunista é de R$ 8 milhões.

Já na segunda prestação de contas parcial do pedetista Jackson Lago, os números declarados são os mesmos que na prestação de julho: receita de R$ 105.050,00 e despesas de R$ 133.218,60.

A reportagem do Jornal Pequeno conversou com o assessor de Comunicação da campanha de Jackson, Humberto Fernandes, mas ele não soube explicar o que ocorreu. Fernandes prometeu averiguar o fato, mas até o fechamento dessa matéria não havia esclarecido o assunto. Em termos contábeis, se Jackson repetiu a prestação de contas de julho, isso quer dizer que não arrecadou nem gastou nada em agosto – o que é improvável. O pedetista declarou ao TSE limite de gastos de R$ 15 milhões.

Saulo Arcangeli, do PSOL, arrecadou, em julho e agosto, R$ 2.131,00, e gastou R$ 2.130,00. Marcos Silva (PSTU) declarou receita, no mesmo período, de R$ 2 mil, e o mesmo valor em despesas.

Em relação ao candidato do PCB, Josivaldo Corrêa, não consta no site do TSE nenhuma entrega de prestação de contas – nem da primeira parcial nem da segunda. A entrega das prestações de contas – parciais e final – é obrigatória para todos os candidatos.

Na última prestação de contas da campanha, no fim de setembro, todos os candidatos terão de revelar quem foram os doadores (nomes dos candidatos e partidos, quais comitês, nomes das pessoas físicas e jurídicas).

Ricardo Murad faz a campanha mais cara entre os candidatos a deputado estadual

O ex-secretário de Saúde do governo Roseana Sarney, Ricardo Jorge Murad (PMDB), é o candidato a deputado estadual que faz a campanha mais cara do Maranhão. Segundo sua segunda prestação parcial de contas à Justiça Eleitoral, no início deste mês, Ricardo já gastou R$ 682 mil na campanha. Sua arrecadação, até agora, foi de 720,7 mil.

Só com “publicidade por carros de som”, o ex-secretário desembolsou R$ 174,5 mil – sua maior despesa. Com “publicidade por placas, estandartes e faixas”, os gastos de Murad foram de R$ 100,9 mil nos dois primeiros meses da campanha.

Veja a seguir outros candidatos que também realizam campanhas abastadas para tentar uma cadeira no Legislativo estadual.

Gardênia Castelo (PSDB) – arrecadação de R$ 305 mil; gastos de R$ 303,3 mil

Jura Filho (PMDB) – arrecadação de R$ 230 mil; gastos de R$ 207,4 mil

Manoel Ribeiro (PTB) – arrecadação de R$ 204,5 mil; gastos de R$ 203,6 mil

Marcelo Tavares (PSB) – arrecadação de R$ 185,7 mil; gastos de R$ 183,5 mil

Victor Mendes (PV) – arrecadação de R$ 173 mil; gastos de 167,5 mil

César Pires (DEM) – arrecadação de R$ 179 mil; gastos de 166,4 mil

Cleide Coutinho (PSB) – arrecadação de R$ 159 mil; gastos de 134,3 mil

Othelino Neto (PPS) – arrecadação de R$ 96,6 mil; gastos de 107,7 mil

Afonso Manoel (PMDB) – arrecadação de R$ 95,5 mil; gastos de 95,3 mil

Raimundo Cutrim (DEM) – arrecadação de R$ 94,4 mil; gastos de 91,5 mil

POR OSWALDO VIVIANI